Artigo
Projetando interfaces calmas para ferramentas de conhecimento intenso
Padrões para construir interfaces que comportam muita informação sem parecer apressadas ou sobrecarregadas.
Ferramentas com muita informação costumam falhar de uma de duas formas: escondem demais por trás de interações, ou colocam tudo na tela de uma vez e chamam isso de poder. Nenhuma das abordagens ajuda as pessoas a pensar.
Reduza o ruído antes de adicionar hierarquia
A hierarquia é útil, mas não deve ser um remendo para a bagunça. Antes de criar um sistema visual mais elaborado, remova rótulos que não esclarecem, controles que duplicam outros controles e tratamentos visuais que existem apenas para sugerir importância.
Separe navegação de interpretação
Ferramentas que gerenciam pesquisa, análise ou documentação se beneficiam de uma distinção clara entre navegação estrutural e orientação contextual.
- A navegação estrutural diz às pessoas onde elas estão no sistema.
- A orientação contextual as ajuda a entender o que estão vendo naquele momento.
A primeira pertence a uma área estável da interface. A segunda deve aparecer próxima à tarefa em si.
Use o espaço em branco como ritmo
O espaço em branco é frequentemente descrito como decoração, mas em interfaces densas ele se comporta mais como tempo. O espaço entre um título e seu corpo, ou entre uma barra de filtros e uma lista de resultados, indica ao leitor se deve tratar dois elementos como um pensamento ou dois.
Mostre menos estados de uma vez
Uma interface que suporta dez estados não precisa mostrar todos os dez ao mesmo tempo. Revelar informações avançadas progressivamente mantém a visualização padrão legível e reduz o custo emocional de abrir a página.
Construa em torno de ciclos de tarefa
Se uma ferramenta é usada para revisar, escrever ou comparar, o layout deve reforçar esse ciclo. Os usuários não deveriam precisar reconstruir o ritmo pretendido do produto por tentativa e erro.
Conclusão
Interfaces calmas não surgem da adição de suavidade ou da redução de capacidades. Elas surgem de decidir o que merece permanecer visível, o que merece um lugar estável e o que pode esperar até ser necessário.